quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Amizade em tempo de Natal

Amizade pura e verdadeira é a maior prova de amor sublime que podemos ter na vida.
É um sentimento, cada vez mais raro na nossa sociedade, na medida em que as pessoas se regem pelos valores do ter, e não pelos do ser.

É tão simples.
Tão complicado!
Tão fácil.
Tão difícil!

A verdadeira amizade começa quando nada se espera em troca.

A aproximação do Natal inspira-nos.
Cada um cria um esforço maior que o outro para se dar bem, para ser ético e corresponder ao que se espera de cada um de nós.

Mas a lei do retorno não é só no Natal, é todo o sempre.
Os homens esforçam-se, e o céu devolve.

Agradeço a todos os meus amigos e para todos, peço uma atmosfera de paz e de prosperidade.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Porquê o conflito?


Enquanto houver um conflito interior, enquanto nós não pacificarmos os nossos próprios opostos não conseguiremos a nossa própria libertação.

E a liberdade é mágica.
A liberdade dá-nos aquela sensação de que fizemos o que tinha que ser feito, de que estamos onde estamos, e de que tudo se encontra no seu devido lugar.

Perder um conflito é compreendermos que o mundo é feito de opostos. No dia em que nós próprios deixarmos coexistir duas emoções antagónicas pelo simples motivo que existem.
Sem julgarmos, sem acharmos que uma emoção é melhor ou pior do que a outra...

No momento em que conseguirmos vibrar por esta frequência tão alta e tão improvável para nós seres humanos...
Nesse momento, o conflito será abolido, e alcançaremos a liberdade interior.

Temos que viver cada emoção, temos que abrir o nosso coração, sem mágoa ou qualquer ressentimento.
Só assim encontraremos no nosso caminho a forma mais fabulosa de sermos livres e vivermos sem conflito.



"Pedir perdão a todos os que magoamos conscientemente ou inconscientemente e perdoar a todos os que nos magoaram."





Porque a mágoa aprisiona...
E o amor liberta...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O teu olhar

Nunca te esquecerei!

Registei um olhar que durante algum tempo, pensei que era apenas uma viagem da minha própria imaginação.
Um desafio onde tudo era desconhecido.
Marcaste a minha vida no dia em que senti o meu coração pulsar.
Estava lançado o destino e a assombrosa sensação de ter encontrado alguém, talvez o amor da minha vida.

Um amor completamente proibido, é uma verdade que mudou a minha vida...

O teu olhar ficará escrito na minha história.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Uma porta fechada


Uma porta só se fecha com ruído e perda para quem só vê essa saída, e mais nada.
Para quem vê com o distanciamento que o céu promove, para quem sabe que tudo o que acontece de mal é para nos fazer mudar de rumo...
Eu não sinto que a porta se fechou, sinto apenas que não é por aí. Ou há outra porta, algures, e é só procura-la... Ou não é o momento dessa porta se abrir, e é só aprender a esperar.
As vezes as pessoas ficam tão obstinadas em tornar a abrir a porta que se fechou, e não vêem que mesmo ao lado há um portão incomparavelmente maior a abrir-se.
Olham apenas para o que se fecha, e são incapazes de desviar o olhar para o que se abre.
Distância. O segredo é ganhar distância.
Distância para ver o panorama das oportunidades e das impossibilidades, distância para ver os dois lados das coisas.

domingo, 6 de junho de 2010

Não agora...!



Lembro-me de ti, pai, e de ti, mãe, com um sentimento de profunda gratidão.
Perfeitos não foram, como não poderiam ser. Erraram, certamente, até por excesso de amor, para que eu pudesse ter um caminho limpo, livre, digno.
Lutaram pela minha instrução e educação, pela minha saúde, pela minha felicidade.

Para que tudo isto fosse possível, quantas noites sem dormir, quantas lágrimas derramadas, quantas dificuldades vencidas...

Lembro-me de vós com o mesmo amor, lembro-me com gratidão.

Obrigado...!

Amo-vos e vou tentar conservar a minha serenidade. É a melhor prova de que o meu ser é forte e equilibrado.

Não vou permitir que a azáfama das minhas obrigações exteriores interfiram, neste momento delicado das nossas vidas.
Vou manter-me serena, por amor...

Eu estou aqui, não vamos dizer adeus,
Não agora...!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O dia que nunca vou esquecer. Para ti...




Devemos sempre, respeitar a honra alheia.

Certa vez, alguém se arrependera de haver ter exposto a honra de uma pessoa das suas relações.
Foi a um confessionário confessar-se, pois estava deveras arrependido...
Depois de ouvir atentamente, o sacerdote deu-lhe como penitência, que comprasse um saco de penas. Em cem metros de estrada espalhasse todas aquelas penas, depois, que as apanhasse, uma por uma, e as voltasse a por no saco.

"Impossível! O vento levá-las-á!" - Disse o penitente.

"Assim é a honra que você destruiu!" - Respondeu o sacerdote!

A ti, peço-te que sejas forte pela tua caminha pelo tempo.
As estradas da vida nem sempre são planas e lisas.

Há subidas e descidas,
Rectas e curvas,
Poeira e cascalho,
Noites e tempestades,
Há despeitos e invejas,
Faladores e hipócritas,

Mas tu que caminhas, vai em frente!
Não olhes para trás,
Nem para os lados,
Se ouvires, não dês ouvidos, vai em frente!
Pensa que Deus está contigo ao colo, que te dá amor,
E nunca te esqueças que a tua consciência é o termómetro da tua dignidade.

Quanto à minha pessoa não tenho poder para perdoar, mas sim para desculpar.
Procuro sempre descobrir a luz que brilha na alma do meu próximo.
Não me fixo na contemplação dos defeitos que ele tem.
E agradeço a Deus, todos os dias, por todos os que estão na minha vida.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Se...









Se tuas mãos que me agarram, me prendessem suavemente…

Se teu toque fosse leve, ignorando-o facilmente…

Se meu corpo livremente se negasse a responder,

Se teu suspiro eliminasse o arrepio que vem sem querer…

E se não entoasse tão fundo, paralisando o pensamento,

Como se não existisse a razão…

Como se só houvesse esse momento…

Se não me perdesse em ti, nessa loucura,

Se ficasse longe, se não entrasse nesta aventura…

Se minha vontade se afirmasse no que é certo,

Se eu tivesse essa vontade,

Se não custasse não estar perto…

Se conseguisse resistir ao pecado que me possui,

Então não seria eu, seria outra que nunca fui…




Autora: Alexandra de Albuquerque



domingo, 3 de janeiro de 2010

A Lisboa que eu adoro!

Fado, música tradicional nascida e criada nos bairros ribeirinhos e populares de Lisboa. Marcada pela presença da guitarra portuguesa.
A partir de meados do século passado até à actualidade, houve uma forte renovação, sobrevivendo na prática mantendo simultaneamente duas versões:

- O tradicional, mais popular lisboeta, sempre preservando os valores dos bairros antigos;

- O renovado, mais inspirado, criativo, intelectual, internacionalizado, cultivando novos requintes e novas atitudes.

Hoje, aos nossos ouvidos chega-nos um fado cantado em estilo POP, e repleto de ritmo.
Inspirado na voz e alma de Amália Rodrigues.
A diva foi venerada e incontestada da canção de Lisboa durante várias décadas.

Hoje, é como se a música procurasse acompanhar a vertigem que se apossou da cidade.
As alterações urbanas, económicas e sociais da Lisboa moderna, não poderiam deixar de ter eco no fado.
Apesar da sua notória renovação nos tempos mais recentes, o fado é ainda o sentir urbano de uma Lisboa que não adormece à noite e que se recusa a morrer.

Amália Hoje
O projecto que transformou o fado...