quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Se...









Se tuas mãos que me agarram, me prendessem suavemente…

Se teu toque fosse leve, ignorando-o facilmente…

Se meu corpo livremente se negasse a responder,

Se teu suspiro eliminasse o arrepio que vem sem querer…

E se não entoasse tão fundo, paralisando o pensamento,

Como se não existisse a razão…

Como se só houvesse esse momento…

Se não me perdesse em ti, nessa loucura,

Se ficasse longe, se não entrasse nesta aventura…

Se minha vontade se afirmasse no que é certo,

Se eu tivesse essa vontade,

Se não custasse não estar perto…

Se conseguisse resistir ao pecado que me possui,

Então não seria eu, seria outra que nunca fui…




Autora: Alexandra de Albuquerque



domingo, 3 de janeiro de 2010

A Lisboa que eu adoro!

Fado, música tradicional nascida e criada nos bairros ribeirinhos e populares de Lisboa. Marcada pela presença da guitarra portuguesa.
A partir de meados do século passado até à actualidade, houve uma forte renovação, sobrevivendo na prática mantendo simultaneamente duas versões:

- O tradicional, mais popular lisboeta, sempre preservando os valores dos bairros antigos;

- O renovado, mais inspirado, criativo, intelectual, internacionalizado, cultivando novos requintes e novas atitudes.

Hoje, aos nossos ouvidos chega-nos um fado cantado em estilo POP, e repleto de ritmo.
Inspirado na voz e alma de Amália Rodrigues.
A diva foi venerada e incontestada da canção de Lisboa durante várias décadas.

Hoje, é como se a música procurasse acompanhar a vertigem que se apossou da cidade.
As alterações urbanas, económicas e sociais da Lisboa moderna, não poderiam deixar de ter eco no fado.
Apesar da sua notória renovação nos tempos mais recentes, o fado é ainda o sentir urbano de uma Lisboa que não adormece à noite e que se recusa a morrer.

Amália Hoje
O projecto que transformou o fado...